Sábado, Agosto 06, 2005

Capítulo 3 – O Profeta Diário

O mundo bruxo estava agitado na manhã do dia 1º de agosto. Pessoas de todas as regiões se amontoavam no Beco Diagonal segurando o Profeta Diário na mão e não acreditando na notícia que estampava a primeira página do jornal mais famoso dos bruxos. Gritos constantes, choros e até xingamentos podiam ser ouvido. Na primeira página continha uma foto do castelo de Hogwarts com a seguinte reportagem ao lado:

Hogwarts Fechada Temporariamente

De acordo com o Ministro da Magia Rufus Scrimgeour, a maior escola de Magia e Bruxaria da Inglaterra será mantida fechada temporariamente, sem dia previsto para ser reaberta. Depois do horrendo desastre acontecido em Hogwarts, o Ministro revela que não tem razão por que a Escola continuar em funcionamento. Após o diretor Alvo Dumbledore ser alvo de uma magia fatal, Hogwarts não é mais um lugar seguro. O Ministério da Magia revela que já está a quatro semanas atrás de Severus Snape, mas ainda não encontraram nenhuma pista de onde o bruxo assassino pode estar escondido. Ministro também avisa aos pais dos alunos, que seus filhos poderão ser levados a Beauxbatons – na França – Madame Olímpia Maxime, diretora da Escola, aceitou gentilmente receber os alunos de Hogwarts este ano. Os atuais professores de Hogwarts serão levados para um abrigo do Ministério – Minister House’s – permanecerão lá o tempo suficiente que os Aurores precisarem para revistar Hogwarts. No entanto, parece que foi confirmado o trabalho de alguns professores em Beauxbatons para aulas extras, já que aumentará o número de alunos na escola. Já adiantamos que a viagem dos alunos Estação de King Croo’s será antecipada este ano devido a maior distância percorrida até Paris. Os alunos deverão embarcar dois dias antes do normal, 28 de agosto, não mais 1º de setembro. Pedimos a compreensão dos pais e responsáveis e para melhores informações e rematrículas dos alunos, que vão até a Sede do Ministério e procurem Amélia Bonés para efetuarem a matrículas em Beauxbatons. Os pais têm até o dia 25 de agosto para decidirem se mandarão seus filhos para a escola de Paris.

Agradecimentos
Tibério Ogdem
Mais detalhes nas páginas 4 e 5.

Molly Weasley ficou chocada ao terminar de ler a notícia de capa do Profeta Diário. Colocou o jornal sobre a mesa, olhou para seu estranho relógio de parede de nove figuras, e viu que o ponteiro menor apontava para o café da manhã. Rapidamente com toque de varinha aprontou a mesa com sete pratos e várias panquecas começaram a flutuas pela cozinha em direção aos pratos.

- Molly já te falei para não fazer as panquecas flutuarem – pediu Artur delicadamente.

- Querido, já leu o Profeta Diário hoje? Não imagina o que vem como notícia – falava enquanto aprontava a mesa, colocando uma toalha toda florida com as bordas vermelhas e escrito com letras garrafadas no centro: “Weasleys”.

- Claro que eu sei a notícia principal do Profeta desta manhã. Eu trabalho no Ministério estou dentro do assunto. – falava e pegava as panquecas voadoras, e as pondo em seu prato. – Mas o que será de Rony e Gina. Ainda mais este ano que Rony irá prestar os NIEM’s. Terá que ir para Beauxbatons. – Molly falando e equilibrando com a varinha o resto das panquecas.

- O que temos pro caffér da manhã – grunhiu a voz fina de Fleur – Mas que marravilha, panquecas, adorro panquecas.

Fleur sentava-se próximo ao Senhor Weasley, enquanto chegavam Rony, Gina, Fred e George. Fleur pegava sua panqueca e de curiosidade deu uma olha rumo ao outro lado da mesa onde se podia ler claramente no jornal:

Hogwarts Fechada Temporariamente

E sem pensar duas vezes falou alto com sua voz fina e esganiçada:

- Querridos cunhados onde estudarrão este ano? – Sem saberem da notícia Rony e Gina se entreolharam e Gina soltou a exclamação, imitando a voz esganiçada de Fleur – Na sua escola provavermente não será, querrida – Molly sem saber o que falar apenas deu uma olhada para Artur e Fleur olhando novamente para o Profeta falou: - Minha querrida acho que conhecerá minha antiga escola. Ficarra encantada com os lindos jardins. Tem também o marravilhoso lago, lindos cisnes mágicos habitam...

Sem prestar muita atenção nos detalhes de Fleur, Rony puxou o Profeta Diário e o estendeu junto de sua irmã. Ambos no mesmo momento abriram a boca sem saber o que dizer. Por trás deles Fred e George amontoavam-se para ler o que estava escrito.

- Pena que não tivemos esta sorte quando ainda estávamos em Hogwarts Fred – falou George rindo – É mesmo, sorte tem vocês dois, provavelmente ficarão alguns meses sem estudar. – Ah mais eu não vou mesmo para Beauxbatons – disse Gina bruscamente. – Muito menos eu – falava Rony enquanto colocava metade de sua panqueca na boca de uma só vez.

- Isso não é questão para vocês resolverem – falou Molly severamente – Eu e seu pai vamos ver o que será melhor para os dois. Intrometendo na conversa Fleur disse: - Mas é clarro que irrão para Beuaxbatons. Lá é maravilhoso, muito melhor que Hogwarts. Querrida Gina, estudará com minha linda irmã Gabrielle. Ela está no mesmo ano que você.

- Eu mereço. Se a irmã for um “muco” que nem ela – falou baixo permitindo apenas que Rony ouvisse.

- Fleur! – chamou Molly – Não ia até St. Mungus para visitar Gui? - Vai se atrasar. - Já estou indo, mas a senhora não vai? - Agora não posso, mas tarde chego lá. E mande essas panquecas para Gui, ela vai adorar. – E colocando as panquecas em uma pequena cesta junto com uma garrafinha de suco de groselha, a colocou nas mãos de Fleur que seguia porta á fora. Após Fleur sair Molly sentou ao lado dos filhos e começou a comer sua panqueca.

- Mãe eu não vou para aquela escola. – Falou Gina – Nem eu! - continuou Rony – Nem nós - exclamou Fred e George que começaram a rir do comentário feito.

- Isso discutiremos depois. Não é hoje que vai buscar Harry, Artur? Perguntou Molly.

***
Há muitas milhas de distância da Toca, na Rua dos Alfeneiros nº 4, encontrava-se Harry Potter. Estava mais um verão na casa dos seus abomináveis tios. Porém não estava triste, seria seu último verão em companhia deles.
Harry já tinha vivido horríveis momentos junto de seu tio Valter, sua tia Petúnia e seu pavoroso primo Duda. Que de uns tempos pra cá estava tão gordo que podia ser facilmente confundido com um hipopótamo já adulto. Aos onze anos Harry já era o brinquedo preferido de seu primo, servindo como saco de pancadas. Nada se tornava pior quando era obrigado a conviver junto da irmã de seu tio. A insuportável tia Guida, que para o pavor de Harry viria os visitar este verão. E na última vez que se encontraram teve a incrível experiência de a transformar em um enorme balão. Entretanto a devia suportar apenas algumas horas. Sendo que hoje iria para casa de seu melhor amigo Rony.
Colocando todas as coisas no malão, já se preparava para partir. Juntou todos seu antigos livros de Hogwarts, seus objetos mágicos, incluindo a capa da invisibilidade, firebolt, mapa do maroto, colocou tudo dentro do seu enorme malão olhando atentamente em volta do quarto para ver se não tinha esquecido nada.
Quando só restava arrumar a gaiola de Edwiges, uma outra coruja, com penas caramelo e manchas pretas, bateu com o bico em sua janela tentando entrar. Rapidamente abriu, e retirando a edição do Profeta Diário preso em sua pata, colocou um nuque no pequeno bolso vermelho da coruja como pagamento pelo jornal. Após ela sair voando, rapidamente uma outra coruja entrou voando no seu quarto. Esta Harry já conhecia, era a coruja dos Weasleys, que trazia uma carta para ele. Antes mesmo de desenrolar o Profeta, Harry o jogou de lado e abriu imediatamente a carta recebida pela coruja dos Weasleys.
Ao abrir o envelope azul escuro, Harry logo percebeu que não era a letra garranchada de Rony, devia ser de Artur ou Molly, e rapidamente começou a ler.

Caro Harry

Sei que o tinha prometido de ir buscá-lo hoje, mas devido o que está acontecendo (já deve ter lido o Profeta Diário) não tem como abandonar o Ministério hoje. E provavelmente esta semana será muito movimentada aqui. Mas não se preocupe, amanhã cedo Arabella Figg estará vindo para cá. E já pedi para trazê-lo. Peço desculpas.

Artur Weasley

Acabando de ler a carta, Harry correu e pegou o jornal rapidamente, o desenrolando e podendo ler o título da notícia principal:

Hogwarts Fechada Temporariamente

Acabando de ler a reportagem principal pensou consigo mesmo: “melhor assim, terei tempo bastante para encontrar os outros Horcruxes”. Segurando o jornal com a mão direita, enfiou a esquerda no seu bolso de trás e retirou o pedaço de papel amassado que tinha encontrado no falso medalhão.

Ao Lord das Trevas
Eu sei que eu já terei sido morto quando você ler isto, mas eu quero que você saiba que fui eu quem descobriu seu segredo. Eu roubei o Horcrux real e pretendo destruí-lo assim que puder.
Eu enfrento a morte na esperança de que quando você se encontrar com seu igual você será mortal outra vez.
R.A.B.

Lendo e relendo várias vezes seguidamente, agora um ar de curiosidade o despertava com as iniciais R.A.B. Sem ter nenhuma idéia do que poderia significar.
Passos podiam ser ouvidos do corredor. Guardando rapidamente o pedaço de papel no bolso, a porta se abriu.

- Não vai descer? Guida acaba de chegar, se apronte. – falou Tio Valter que mais parecia um boi encarando Harry.

- Vai querer que eu abra a porta pra ela e diga como estão me tratando em St. Brutus, instituição para casos irrecuperáveis? – disse Harry debochando de seu tio.

- Não será preciso seu menino malcriado. Já que hoje é seu último dia em minha casa. – Não se via Valter sorrir tão alegremente assim desde quando sua loja de brocas apareceu num comercial de TV.

- Sinto te informar, mas não irei mais hoje. – Valter olhou espantado para ele, e puxando agressivamente o Profeta Diário das mãos de Harry, pode ler o título da notícia. – Que dizer que aquela sua escola maluca foi fechada! Terá que ficar aqui em casa não só o verão mais o ano todo? – falou Valter agressivamente.

-Não será preciso. Eu irei embora amanhã bem cedo. E também já imaginava que Hogwarts não iria funcionar este semestre.

- E para onde vai?

- Ficarei na casa de meu amigo Rony Weasley. Lembra deles, não lembra da família ruiva?

- Claro que eu me lembro. Pena que infelizes recordações não são apagadas de nossa memória. Mas já vou deixando bem claro, nem pense em pedir dinheiro, não pagarei suas despesas enquanto estiver lá. – falava Valter e jogava longe o exemplar do Profeta Diário.

- Não precisa, eu tenho meu próprio dinheiro bruxo. – falou Harry encarando seu tio. – Moleque fale baixo. Guida está lá na sala. Nunca deverá saber que você pertence a essa repugnante raça. – Mas antes que Harry pudesse responder seu tio, Petúnia entra no quarto.

- Valter, não é gentil deixar Guida esperando – dizia Petúnia, que Harry cismava em achar que seu rosto era muito semelhante à de um cavalo. – Já estou indo. É que Harry só irá embora amanhã. E você não sabe, aquela escola dele foi fechada. Não suportou a quantidade de gente doida lá dentro.

- O diretor morreu – gritou Harry – Dumbledore está morto! – falou Petúnia. Por um momento Valter e Harry olhavam assustados para Petúnia, que de repente ficou branca que nem uma vela. – Petúnia, você conhece o diretor da escola de Harry? Desde quando? – Petúnia tremia sem parar, e nervosa respondeu – Valter! Ele veio aqui em casa no verão passado buscar Harry, não se lembra? – sem muito convencer Harry, Petúnia virou e saiu do quarto. Valter acenando para Harry, se dirigiu para o andar de baixo.

Antes de descer, Harry deu mais uma olhada no Profeta Diário. Qualquer coisa que pudesse fazer a evitar ver Guida era mais conveniente. Com o profeta na mão, nas páginas seguintes podia ler:

Como ficar seguro?

Protegendo sua casa e sua família contra a arte das trevas:

A comunidade bruxa está atualmente sob a ameaça de uma organização chamada de Os Comensais da Morte. O seguinte guia irá ajudá-lo a proteger sua casa, suas famílias e a si mesmo de um possível ataque
1. Você é aconselhado a não sair sozinho de casa...

E tendo certeza que já havia lido um guia igual a esse no verão passado, pulou para as próximas notícias. Sem nada que o tenha chamado atenção de imediato, dobrou o jornal e o guardou em seu malão. Já não podia adir mais, caminhando pelo corredor, desceu as escadas e chegou na sala onde estava a família Dursleys. Por um momento achou que Guida ao olhar para ele iria lembrar do acontecimento passado. Mas teve uma rápida lembrança de que o Ministério tinha mantido um feitiço permanente em sua memória fazendo a não lembrar de nada.
Harry quase teve um susto quando viu aquela bola rosa na sua frente. Lembrava levemente um gigante. Guida estava duas vezes mais gorda desde a última vez que Harry a viu. Com os cabelos curtos e enrolados, o rosto em forma de bola de boliche e com aquele casaquinho rosa, era certamente a mistura de Madame Maxime com Dolores Umbridge.
Trazia consigo aquele peludo cachorro buldogue. E uma grande sacola laranja, que continha “suprimentos diet”. Como se Harry acreditasse que ela os tomava. Não demorou muito para perceber a presença de Harry e jogar aqueles comentários ofensivos.

- Valter, que boa alma você tem. Ainda continua ajudando os necessitados. Pensei que o tivesse deixado no St. Brutus. – disse Guida olhando enojada para Harry – Eu não teria tanta paciência. Exemplo de menino é Duda. Dudoca querido como está grande. Está acompanhando bem a nossa família.

O resto do dia não foi diferente. No almoço seu tio o obrigou a servir a comida. O que resultou grande confusão. - Valter, como você admite isso. Faça que nem o St. Brutus, use aquelas compridas varas. – berrou Guida – Harry não tirava os olhos do relógio contando as horas para se ver livre.
Harry reparou que Petúnia agia estranhamente. Não respondia o que a perguntavam e Harry notou que depois do almoço ela subiu as escadas e trancou-se no quarto.

- Petúnia, por acaso está passando mal? - perguntou Valter – Não é nada. Apenas uma dor de cabeça.

E o dia seguiu como começou. Dessa vez a visita de Guida causou bem mais alvoroço do que a última. Apesar de não ter acontecido nenhuma experiência de transformações como da vez passada. O Buldogue corria para todos os cantos da sala, deixando Petúnia desesperada. Até que agarrou nas calças jeans de Harry, que deu um chute no cachorro, chamando atenção de Guida.

- O que está acontecendo? – Guida levantava da do sofá e Harry deu um salto a caminho a seu quarto.

Anoitecia e Petúnia preparava um grande jantar. A mesa da cozinha estava posta com diversas guloseimas. Diferente das famílias normais, os Dursleys preparavam sempre dois frangos inteiros quando recebiam uma visita. Mas com a visita de Guida, três enormes frangos chamavam atenção. Ainda enfeitava a mesa uma grande travessa com uns cinqüenta bolinhos de arroz, duas enormes jarras de suco. Um com líquido amarelo e outro de cor vermelha. Sem contar com várias panelas cheias de comida que ainda enchiam a mesa. Parecia um jantar para no mínimo quinze pessoas.
Guida sem dizer nada, pegou dois pratos e começou a servi-se. E puxando com as mãos, atou a pegar as duas coxas do franco a sua frente. Duda sem perder tempo, também arrancou as duas coxas de outro frango. Harry sem dizer uma palavra, saiu da cozinha, mas foi pego de surpresa:

- Onde pensa que vai – falava Guida de boca cheia.

- Vou para meu quarto. Estou sem fome.

- Nem pensar, trate de sentar e comer com todos nós – Apesar de Harry achar um convite estranho resolveu não contrariar – Sente-se – Guida falava e ao mesmo tempo com a mão direita segurava sua enorme coxa de frango. – Você precisa se alimentar, está muito magro. Siga o exemplo de seu primo. Olha que menino bonito e forte. Deve estar fazendo sucesso com as mulheres. Não é Dudoca. – Com as palavras de Guida a figura de Gina veio a sua mente. E ao mesmo tempo pensando se existia alguma garota que poderia namorar Duda. Harry rindo consigo mesmo, achou que a Mulher Gorda seria a melhor candidata.

Harry sentou-se à mesa ao lado de sua Tia Petúnia. Valter o olhava, dando a impressão que não queria que ele comesse muito. Arrumou seu prato (o que possuía menos comida) e começou a comer. Lembrando que faltavam apenas algumas horas para sair da casa dos Dursleys, nada mais o incomodava.

Sexta-feira, Agosto 05, 2005

Resolvi criar uma capa oficial representando a Fanfic. Espero que aprovem.

Capítulo 2 – R.A.B.

Muitas milhas dali um vento frio soprava nas montanhas. Um imenso lago tomava conta do lugar. Uma água azul cristalina brilhava no lago. Estava um anoitecer frio. Não se ouvia nem o barulho de uma coruja, nem uma raposa em busca de alimentos.
A única coisa que despertava atenção era uma antiga casa. Mais parecida com uma usina abandonada. Uma imensa chaminé escura surgia detrás à velha usina. Havia uma janela no alto da usina, que podia perceber movimentação naquele andar superior. Vozes vinham do lugar, rompendo o silêncio existente.

- Mãe, tem certeza que estamos seguros aqui?

- Sinceramente não sei Draco. – Narcisa Malfoy estava muito diferente da última vez que esteve com seu filho. Estava magra, muito pálida. Com os olhos fundos, parecia fraca, deprimida. – Temos que esperar a ordem do Senhor das Trevas para saber o que devemos saber.

- Não sei se o Lord das Trevas irá me perdoar, não cumpri o que devia ter feito, eu falhei!

- Não fale isso meu filho. Nós conseguimos, Dumbledore está morto.

- Mas não fui eu quem o matou, como desejava o Lord das Trevas. – gritou Draco inconformado.

Barulhos de passos no andar de baixo podiam ser ouvidos. A antiga usina vista de dentro, lembrava sem dúvida um grande alojamento de refugio. Grande parte do velho piso de madeira fazia estardalhaço ao ser pisado. Muitos assoalhos soltos havia na casa, fazendo barulhos estressantes ao serem pisados. Principalmente numa enorme sala, que era possuía uma decoração muito antiquada. Mas o que mais chamava atenção era um enorme quadro, com uma moldura espessa, cor de cobre. Valorizava ainda mais o antigo quadro. Tinha como retrato um jovem homem, com um nariz fino e empinado, cabelos compridos grossos e claros. Um rosto fino, os lábios carnudos, um pouco desproporcional para o resto de sua face. Usava um terno marrom com uma pequena gravata borboleta azul-marinho. O quadro foi pintado com tinta a óleo. Muito real, parecia com uma foto de verdade.
Na borda inferior da moldura, podia encontrar apenas as iniciais R.A.B. escrita com uma letra itálica, demonstrando as iniciais do nome do jovem. Na antiga sala percorria uma mulher, a caminho do quarto superior.

- Narcisa minha irmã. – falou Lestrange – Como está? – Bellatrix parecia bem mais feliz desde a última vez que Narcisa a tinha visto. Diferente de Narcisa, ela estava muita mais viva. Não tão abatida quanto a irmã.

- Acho que estou bem. Draco que está um pouco deprimido. – falou Narcisa enquanto pegava um bolo de panos velhos. - Chegou agora em Spinner's End?

- Sim, acabo de chegar. Estava a serviço do Lord Negro. – disse Bella fechando a janela para diminuir o vento. – Disse que meu sobrinho está deprimido. O que tem?

- Acha que não cumpriu o que deveria ter feito. Bella estou com medo, Draco é meu único filho. Já perdi Lúcio, não suportaria se perdesse Draco. – disse Narcisa que começava a soluçar.

- Não se preocupe, Snape chegará pela manhã, tudo será resolvido. – falou Bella saindo do aposento e deixando sua irmã sozinha e sem palavras a dizer.

O dia amanheceu frio, porém um pouco ensolarado. A chegada do outono proporcionava bons ventos. A deserta rua de Spinner's End estava com um aspecto bem mais conservador comparado com o dia passado. Novamente não se ouvia ruído algum por perto.
Na estrada no meio as árvores, caminhava calmamente um homem enrolado num manto negro. Andava pela única estreita estrada a caminho de Spinner's End. Passou entre um imenso moinho de vento que não funcionava há anos. Servira apenas como abrigo para uma família de gnomos que rondava o local.
O homem que se dirigia pela estrada cruzou com um dos gnomos. Imediatamente tirando uma comprida e fina varinha de suas vestes murmurou:

- Flipendo!

O pequeno gnomo se deslocou alguns metros de onde estava, ficando atordoado com o feitiço que acabou de receber. O que acabou despertando a atenção dos demais gnomos, que não tiveram o atrevimento de entrarem no caminho do espantoso homem que seguia rumo a antiga usina abandonada.

- Mas como este lugar está acabado, um bom feitiço de Reparo, melhoraria o ambiente. – disse Narcisa convenientemente.

- Minha irmã, não temos que nos preocupar com isto. Estamos aqui nos escondendo do Ministério. Quanto pior o lugar de refugio melhor.

- Bella, acha que é fácil para mim, trocar minha enorme casa para me refugiar neste horrendo lugar.

- Narcisa! - bradou Bellatrix - Não repita isso. Estamos a serviço do Lord das Trevas. – Bellatrix falava, olhando firmemente para irmã - Não se preocupe seremos grandemente recompensadas. Se seguirmos tudo como mandado.

- Mas...

- Dumbledore já se foi. – disse Bellatrix interrompendo a irmã – É uma questão de tempo para acabar com Harry Potter. – Enquanto Bellatrix falava de maneira feliz, Draco Malfoy chegava na sala. Não percebendo o motivo da conversa entre mãe e tia falou.

- Tia Bella!

- Sim Draco.

- Estava reparando nesta horrível casa e reparei uma coisa curiosa. Quem é a pessoa neste enorme quadro? A única coisa que dá pra saber são suas iniciais R.A.B, o que significa? - após terminar a pergunta, percebia que Narcisa também olhava para a irmã querendo saber quem era a tal pessoa no quadro.

- Me parece familiar, mas não consigo saber quem é neste quadro. – falou Narcisa.

- Mas é claro que você sabe quem é. Esse retrato é muito antigo. Devo confessar, mal da pra reconhecê-lo. O senhor... - Mas antes que pudesse terminar, a porta abriu rapidamente fazendo um enorme barulho.

- Severus! - Narcisa falou com um suspiro cansado. – Não me esconda nada, quais as notícias a respeito do Lord das Trevas.
Ele deu um passo à frente para que pudesse entrar na sala e deu um sorriso zombeteiro com os olhos fixos em Draco. Sem falar nada deu mais alguns passos a frente, retirando a sua escura capa e colocando-a sobre um velho sofá de couro marrom. Com uma grossa voz falou: - As duas, por favor, venham cá. Draco fique aí. – Sem nenhum a palavra a mais, as irmãs se encararam e sem discutir seguiram Snape até uma pequena sala mais a frente.
Na pequena sala as paredes eram completamente cobertas de livros. O aposento mal iluminado, apenas por uma fraca lâmpada com três velas pendurada no teto. O lugar tinha um ar de desleixo profundo. Snape indicou com a mão para Narcisa e Bellatrix sentarem nas cadeiras à frente da mesa. Sem falar nada Bellatrix não tirava os olhos de Snape que se sentava numa cadeira à frente. Com um pouco de dúvida da honestidade de Narcisa, Snape não se preocupou com sua presença e então falou:

- Então o que desejam saber? - falou com aquela voz que demonstrava uma certa irritação aos ouvidos alheios.

- Como o que desejamos saber? Conte-me tudo – ordenou Narcisa.

- Minha querida Narcisa Malfoy, não estou aqui para receber suas ordens. – disse no momento em que fazia sinais com a varinha e fazendo aparecer três taças com um líquido verde limão dentro. – Antes de qualquer coisa – continuou Snape – quero alertar que Rabicho está morto.

- Pedro se foi! – gritou Bella – Menos um verme, que maravilha – Uma grande gargalhada se estendia pela pequena sala.

- Não sei por que tanta alegria Bella, isso não importa – falou Narcisa com rancor - o que eu quero saber ainda não obtive resposta – ela falava olhando com ódio para Snape. Narcisa apertava com força os dedos das suas mãos brancas demonstrando uma grande raiva.

- Como o verme desprezível morreu?

- O incompetente foi vítima do Lord – riu Snape.

– Parem – gritou Narcisa! Estão me deixando louca!

- Narcisa minha irmã – falou Bella assustada – o que está havendo com você?

- Eu vou falar o que está havendo – gritou Narcisa colérica – Perdi meu marido. Ele está lá sozinho em Azkaban. A minha casa, estou aqui presa neste lugar horrendo – ela falava demonstrando raiva, um ódio imenso estava dominando seu corpo. Snape interrompendo-a disse: - Narcisa calma, beba isso, irá te fazer bem.

- Eu não vou beber nada, eu ainda não terminei – Narcisa gritava – Vocês vão ouvir tudo que eu tenho a dizer.

- Irmã, não vejo motivos para essa situação constrangedora.

- Claro que há, estou prestes a perder agora MEU ÚNICO FILHO! - gritou novamente Narcisa agora levantando da cadeira e encarando Snape no olho.

- Não se precipite – gritou Snape segurando Narcisa pelo braço – Lembra que quase um ano atrás eu fiz o Juramento Inquebrável com você, tendo Lestrange como testemunha.

– Claro que eu me lembro – gritou mais alto ainda.

– Então – falou Snape – Eu jurei a você que eu daria minha vida para proteger Draco, eu dei minha palavra. Nada vai acontecer com o menino.

- Não foi do desejo do Lord como as coisas aconteceram. – Narcisa começava a soluçar. – Ele desejava que Draco matasse Dumbledore! Não você. - Narcisa falava e andava desesperadamente pela sala, enquanto Bellatrix achava graça da atitude da irmã.

- Pode ser possível que nada acontece a Draco. - Ele levantou, seu rosto pálido seus olhos enormes, olhando fixamente para ela e dando um gole da bebida verde-limão. – Como assim PODE nada acontecer com Draco? – Perguntou Narcisa derrubando sua bebida em cima da mesa.

– Lord das Trevas ficou muito contente com a morte de Dumbledore, creio que não vá se preocupar com isso, agora tem outros planos mais importantes para serem resolvidos.

Snape terminou de falar e saiu da sala rumo ao andar superior. Bellatrix de boca aberta sem saber o que dizer também saiu da sala, deixando Narcisa sozinha com seus soluços e mágoas. Levemente retirou do bolso de seu manto vermelho uma fotografia. Podia ser vista com clareza, ela, Draco e Lúcio Malfoy, sorrindo felizmente e acenando para ela.

Domingo, Julho 31, 2005

Harry Potter e o Medalhão de Slytherin
Capítulo 1 – O Fechamento de Hogwarts

Já haviam passado três horas que os professores de Hogwarts estavam reunidos na sala da diretoria. Junto com os ilustres funcionários do Ministério e com a presença do atual ministro Scrimgeour, estavam numa estendida conversa que parecia não estar perto de ser concluída.
Scrimgeour com seu chapéu pontiagudo, tom verde-limão, sentia-se ligeiramente enraivecido por comentários à parte. Um silêncio tomou parte do ambiente, parecendo não ter mais nada a ser estabelecido.

- Suponho que, não tenham mais nada a falar – disse Scrimgeour com uma voz cansada.

- Ministro! – disse uma voz rispidamente. – nem ao menos chegamos a uma conclusão. – Não podemos simplesmente abandonar, adiar a reunião.

- Mas Profª Minerva, estamos aqui a mais de três horas e nenhum membro da comitiva demonstrou ter tomado uma adequada. E eu ainda continuo considerando a minha opinião. Mas não posso tomar essa decisão sozinho.

Outros membros da reunião olhavam curiosos para Minerva. Hagrid era o único que estava simplesmente quieto. Prfª Sprout constantemente se via aos sussurros com Prof° Flitwic. Dois membros do ministério mexiam a cabeça concordando com qualquer opinião de Scrimgeour.

- Minerva, não temos muitas opções – falou Slughorn – Sei que voltei a Hogwarts apenas há um ano, não sou de muita influência. Mas temos que concordar com o Ministro. – Scrimgeour olhava satisfeito para Slughorn que vestia um comprido manto negro e percebia-se de longe que seus bigodes estavam diferentes desde os últimos meses. – Também não podemos só contar com nossos conceitos. Hogwarts é feita de alunos. Sem eles não há escola. Depois do que ocorreu mês passado, duvido muito se os pais de alunos deixarem eles retornarem a escola.

- Mas aí está o problema Professor – bradou McGonagal – para onde irão os alunos. Perderam um ano nos estudos. Nunca aconteceu isso antes em Hogwarts. É totalmente inadmissível! – Minerva falava rápido, num tom de voz avançado, despertando curiosidade dos outros.

- Concordo com a senhora – falou pela primeira vez Hagrid. – Não importa o número de alunos. Se apenas entrar um pelo portão de Hogwarts no primeiro dia de aula, devemos recebê-lo e ensiná-lo.

- Mas isso é totalmente absurdo – disse Scrimgeour frustrado. – Onde já se viu ensinar apenas um aluno em uma escola. E não precisam se preocupar. Os pais dos alunos que não quiserem que eles percam um ano nos estudos, que lhes mandem para as outras escolas de Magia.

- O senhor está falando de Beauxbatons e Dumstrang, Ministro? – Soou uma voz fina e feminina.

- Com toda certeza, Professora.... Sprout, não é mesmo? – soou o termo de dúvida.

- Sim Ministro. – Concluiu Sprout com um pouco de desprezo.

- Duvido muito se algum pai irá mandar seu filho para Dumstrang. Kakaroff foi M-O-R-T-O - disse McGonagal dando ênfase à palavra ”morto”. – Era um comensal da morte, seguia o Lord das Trevas.

Por um pequeno momento voltou o silêncio na antiga sala que pertenceu a Alvo Dumbledore. Agora havia uma grande quadro com o retrato de Dumbledore preso a parede ao lado dos antigos diretores de Hogwarts.

Vários outros quadros estavam prestando uma enorme atenção no que estava sendo discutido na sala. Uma mulher gorda, com um enfeite de longas plumas vermelhas na cabeça, prestava atenção em tudo. Ela estava num quadro logo atrás de um dos representantes do Ministério, esticando o máximo que podia o pescoço para conseguir ver o que relatava no pergaminho.

- Professora, tenho certeza que madame Maxime ficaria orgulhosa de receber alunos de Hogwarts em sua escola. – Disse o ministro - Beauxbatons é um pouco distante daqui, e poderemos montar uma nova rota na estação de King’s Cross.

- É verdade – concluiu Slughorn – Lá a escola é grande, ótimos professores. Ilustres pessoas estudam lá. Conhecem Zacarias Slateshok, o criador da cerveja Amanteigada. Seu querido bisneto estuda lá. Coitado já falecido, Zacarias era uma ótima pessoa, um ilustre amigo. Quando eu era mais novo sempre...

- Prof°, nos poupe das suas ilustres amizades, não é hora para isso. – disse Minerva rispidamente, enquanto Slughorn a olhava pelo canto dos olhos, não muito satisfeito de tê-lo interrompido. E Hagrid dava uma pequena risada. - Não acho que seria uma idéia concreta essa partida para Beauxbatons. Dumbledore não gostaria de ver o colégio sendo fechado temporariamente.

- Professora, Dumbledore está morto, há um pouco mais de três semanas. Falta um pouco mais de um mês para a volta das aulas. – falou Scrimgeour. Temos que tomar uma decisão que favoreça a todos. – Você – Sabe - Quem está de volta. Acabamos de descobrir um novo aliado a ele. Eu já mandei um grupo de Aurores atrás de Snape. E ao meu convir devemos manter Hogwarts fechada esse ano. Nem que seja temporariamente durante alguns meses.

- Está afirmando que o Ministério não tem segurança o suficiente para manter os alunos de Hogwarts seguros Ministro? – perguntou Hagrid. Que fez imediatamente os outros olharem para o ministro, esperando curiosamente uma resposta.

- Senhor Rúbio. Também achei que Hogwarts era um lugar completamente seguro. Funcionários do ministério estavam a meu mandato vigiando a escola secretamente. – Scrimgeour falava com uma voz calma, que chegava impressionar grande parte dos ocupantes da sala. – Após o ocorrido das semanas passadas, não posso garantir tanta segurança. Hogwarts é um lugar mágico cheio de segredos, que nem ao menos suponho que Dumbledore sabia que existia.

- O que está querendo dizer com isso Ministro? - ofegou McGonagal.

- Estou querendo mostrar pra vocês que o máximo de segurança que conseguirmos por na escola será pouco para tantos segredos que há neste lugar. Exemplo concreto ocorreu recentemente. Essa passagem secreta pela qual os Comensais entraram no Colégio. Com ajuda de um aluno se não estou enganado.

- Perfeitamente Ministro. Mas todos nós sabemos que foi Draco Malfoy, e segundo Potter, a mando de Você-Sabe-Quem.

- Sim Professora, não tenha dúvida. Por isso digo que Hogwarts não é um lugar seguro com antigamente. Não podemos confiar nem nos próprios alunos.

- Mas são exceções. Todos sabemos que os Malfoys estão do outro lado há bastante tempo. Não é à toa que Lúcio Malfoy está em Azkaban.

O colégio estava deserto, apenas com a presença deles. Se via pela janela o crepúsculo chegando, o céu anoitecendo e um forte vento batendo nas copas das árvores.

Podia se notar a pequena cabana de Hagrid toda queimada desde a última batalha. Estava toda preta, com uma parte do telhado quase caindo.

Na sala onde estavam reunidos. Hagrid bufava constantemente. Incomodando Profª Sprout que firmemente o repreendia, fazendo sinais com os seus grossos dedos.

- Minerva... como atual diretora de Hogwarts, tinha que concordar mais facilmente conosco. O momento que estamos passando não é fácil para o mundo bruxo. E seria difícil em tão pouco tempo arranjarmos novos professores. Disse Scrimgeour suavemente – Nunca entendi o motivo de um professor de Defesa Contra as Artes das Trevas não permanecer mais que um ano nessa escola.

- Mas isso não vem ao caso. A Maldição não tem nada a ver com o que estamos discutindo. – bradou McGonagal. Enquanto todos olhavam espantados para ela como se não estivessem entendido nada.

- De que maldição a senhora fala professora? – Minerva sentiu um grande sentimento de arrependimento de ter tocado neste assunto.

- Não fico surpresa de não saberem. Muitos anos atrás, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, voltou a Hogwarts pedindo o cargo da matéria a Dumbledore. Sem surpresas, Dumbledore recusou o pedido.

- Então que dizer que Tom Ridlle amaldiçoou o cargo? – Interrompeu Slughorn.

- Corretamente professor. Se prefere chamar Você-Sabe-Quem pelo seu legítimo nome. Segundo Dumbledore, este é o real motivo pelo qual não permanece nenhum professor de DCADT na escola há muito anos.

- Eu também já sabia disso. Estava junto de Minerva quando Dumbledore nos contou. – assegurou uma voz fina, que se pronunciava finalmente.

- Muito obrigado Minerva e Prof° Flitwic pela informação. Será de muita importância para o Ministério. – falou Scrimgeour agradecido, enquanto com um gesto de mãos avisa para seu conselheiro anotar a informação. Logo atrás se via a tal bruxa com plumas vermelhas na cabeça, esticando o pescoço novamente pare tentar ver o que estava escrito.

Aproximadamente vinte minutos depois, o Ministro, cansado da reunião, finalmente resolveu terminá-la, fazendo a última pergunta que responderia horas e horas de conversar na sala da diretoria.

- Depois de horas conversando com todos os senhores, tomei minha decisão. – Via-se claramente em volta deles todos os bruxos dos quadros de olhos abertos e ouvidos bem atentos, querendo saber qual seria o pronunciamento do ministro. - Devo concordar com muitas subjeções que tivemos relatando aqui. Porém devo discordar de muitas opiniões. – Ele falava e olhava pelos cantos dos olhos para McGonagal, que fazia o máximo para ignorá-lo. – Como atual Ministro da Magia, declaro que Hogwarts permanecerá fechada temporariamente até a segunda ordem. Sei que não será de agrado de muitos de vocês, mas podemos perceber que estamos sofrendo situação de calamidade. - Enquanto ministro falava podia notar várias pessoas querendo interrompê-lo com algum argumento, mas logo tratava de prosseguir. – Amanhã saíra no Profeta Diário uma nota falando do fechamento de Hogwarts. Mandarei uma coruja para Madame Maxime, pedindo que aceite nossos alunos em sua escola. Tenho certeza que não irá negar.

- Ministro – chamou McGonagal aproveitando o tempo que ele tinha parado de falar – Não preciso falar novamente que sou contra sua atitude. Mas sendo Ministro da Magia tem todo o poder para isso. Só queria lhe alertar que essa atitude proporcionará uma grande euforia para muitas famílias.

- Estou ciente disso Professora. – Mas não temos outra opção de segurança para os alunos.

McGonagal cansada de contrariar acabou aceitando. Percebia que muitos outros professores também concordaram com a decisão do Ministro. De repente ouvia-se uma voz vindo de um quadro logo atrás do Ministro.

- Dumbledore não aceitaria sua atitude Ministro.

- Hum... Meu senhor é lamentável que Dumbledore não esteja mais entre nós. Se ainda estivesse vivo, certamente as coisas seriam um pouco diferente.

- Como não tem outra solução – mencionou Hagrid sem objeções – vou passar o ano tentando consertar minha cabana dos estragos ocorridos.

- Não Rúbio, o senhor não vai passar o ano concertando sua cabana. Os senhores professores e funcionários não permanecerão na escola enquanto ela estiver fechada – Todos olharam para ele espantados.

- Já não basta o fato de Hogwarts não funcionar este ano, ainda ficaremos sem abrigo – disse Minerva enraivecida – o que pensa em fazer conosco Ministro?

- Mas de maneira alguma os deixarei sem abrigo. Os que não tiverem casas, parentes, ou nenhum lugar para irem, ficarão num abrigo do Ministério, uma espécie de pensão, onde ficam alguns de nossos funcionários – concluiu o Ministro – lá serão muito bem tratados e não terão nenhuma despesa. Professora Sprout de longe aprovando a idéia já logo se pronunciou:

- Acho ótimo, estou precisando de umas longas férias. Será de muito bom senso para eu ficar neste abrigo. – terminava de falar e via que McGonagal a repreendia.

- Então está resolvido. Neste tempo que a escola estiver fechada mandarei funcionários do ministério para rondar a escola. A procura de passagens secretas, lugares acessíveis que não são permitidos. Tudo isso para a segurança da escola. – falava Scrimgeour finalizando a reunião. – Peço que arrumem suas coisas, que logo pela manhã o colégio será fechado.

- Mas tão rápido assim, não podemos esperar mais alguns dias?

- Não podemos perder tempo meu caro Slughorn.

Assim terminando essas palavras, o ministro terminava a reunião. Todos levantavam de suas cadeiras e saíam porta a fora. Hagrid não muito contente da decisão comentava com a Profª Sprout que não lha dava muita atenção. McGonagal sendo a última a sair foi chamada pelo ministro, que não ficou muito satisfeita.

- Sim Ministro! Pensei que já tinha acabado com a reunião. Não será muito generoso de sua parte manter o assunto comigo. – falou Minerva rigorosamente.

- Não senhora. Não tem nada a ver com o que acabamos de discutir.

- Então não posso imaginar do que o senhor tanto queira falar comigo.

- É sobre o menino Potter.

- Potter? – falou Minerva num tom curioso - O que quer saber sobre ele?

- Sei que este ano ele e Dumbledore estiveram um pouco íntimos. Tenho certeza que discutindo sobre algum assunto relativo a Você-Sabe-Quem e... - antes que pudesse terminar, McGonagal disse:

- Se é isto que quer saber, por que não procura Harry Potter, eu não tenho nada a lhe informar sobre o assunto.

E assim Minerva McGonagal deixou a sala rumo ao corredor, deixando Scrimgeour sozinho e não satisfeito com as palavras da professora.


Olá pessoal! Estou abrindo este espaço para divulgar minha fanfic. Para quem já leu Harry Potter e o Príncipe Mestiço, deve estar morrendo de curiosidade para saber o que vai acontecer no sétimo livro. Para poder passar o tempo criei essa fanfic como se fosse o sétimo livro. Estilo J.K Rowling, aposto que vão gostar e se divertir com a história.
O título da fanfic é Harry Potter e o Medalhão de Slyterin. E aos poucos vou postando os capítulos aqui.